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10 de dezembro de 2017

No 69.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Hoje celebra-se o Dia Mundial dos Direitos Humanos. A 10 de Dezembro de 1948, a Assembleia Geral da Nações Unidas proclamava a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Um documento matricial de 30 artigos onde se defende a dignidade humana. Volvidas quase sete décadas, o que nos cabe ainda observar é que a dignidade humana parece ter muito pouco valor em tantas partes do planeta: guerras que se mantêm, fome que ainda grassa, sobretudo em África e zonas de conflito, crianças abandonadas sem qualquer proteção, famílias que fogem das zonas de guerra, tráfico de humanos, miséria moral e desigualdade, tratamento desigual na justiça... 
Importa pois lembrar e pugnar sempre, junto dos jovens, nas escolas, nos locais de formação, em centros cívicos, pela importância daquilo que representa cada artigo desta declaração (D.U.D.H.). 
Na passada quinta-feira (7/12), num espaço da escola, lembramos mais uma vez não apenas a data da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos (que hoje se comemora), mas o teor do seu alcance e a necessidade de por ela lutarmos. Difundir o respeito pelos direitos humanos é um desiderato educativo, mas também uma necessidade que se impõe a todos e a cada um. Conhecer os nossos direitos sem esquecer que somos também sujeitos de deveres.
Assim aconteceu na ESAF... maratona de cartas da Amnistia (que ainda decorre), música e poesia alusiva ao momento e, no final, uma largada de balões (30), tantos quantos os artigos da D.U.D.H. 

Ecos da Semana da Ciência III

A manhã de quinta-feira, 23/11, foi de espetáculo. Verdadeiro espetáculo! na biblioteca da ESAF.
Sabia que? assim se designou o espetáculo de variedades (levado a cabo por alunos - muitos e talentosos -, sob supervisão da prof.ª Madalena Pinto) que preencheu de música, excelentes vozes, danças e tropelias várias, apresentadores trajados a rigor, "gags" de efeito cómico brilhante, poesia (sim, claro) de Gedeão, mas também, vejam lá, de Mário Henrique Leiria, e tantos outros momentos hilariantes, tendo a ciência como protagonista maior... que preencheu, dizíamos, a sala de leitura da biblioteca da ESAF repleta de alunos e de alegria, muita alegria.
Mas quem disse que a ciência teria que ser uma coisa muito, muito sisuda? Afinal os cientistas também se divertem, não é assim senhor Einstein?
Gratos à grande trupe de alunos que, com talento e boa disposição, alegraram a nossa manhã; ao professor Paulo Teixeira e o seu Clube de Música e ainda, com a devida vénia :) à professora Madalena Pinto (de Física e Química), que tão empenhadamente, não só colaborou com a biblioteca da escola como mostrou, mais uma vez, que a ciência pode e deve ser divertida.
A repetir, caros alunos, a repetir!

Ecos da Semana da Ciência II

Na 5.ª feira, 23/11, pela tarde, tivemos a oportunidade de receber Ana C. Fernandes, autora do livro "Levo-te às Estrelas", e do astrofísico Paulo Maurício de Carvalho (da Univ. do Porto).
Ana Fernandes, na apresentação do livro, falou-nos de Edwin e de Carlota; ele, oriundo de uma galáxia distante, ela, uma menina do nosso planeta. Ele, um conhecedor de tantos e tantos segredos do Universo. Ela, curiosa e ávida por conhecer e descobrir os meandros do nosso sistema solar.
Mas para além da apresentação do livro, tivemos ainda o privilégio de seguir uma verdadeira lição de astrofísica, graças ao prof. Doutor Paulo Maurício de Carvalho que, consistentemente, nos levou até aos primórdios de tudo o que existe, quase quase a tocar no Big Bang. Factos, teorias e hipóteses sobre os enigmas da vastidão cosmológica, a história dos corpos celestes, a evolução do universo e a sua eventual tipologia (segundo os modelos vigentes), até a história da incomensurável fábrica de elementos primordiais, gerados logo após o Big Bang, e tantos, tantos outros dados científicos sobre aquilo que ao longo dos milénios vem espicaçando a curiosidade humana...

Valeu!

Ecos da Semana da Ciência I

Ecos da Semana da Ciência e Tecnologia na Biblioteca da ESAF.
Ao longo da passada semana (entre 20 - 24/11) muitos foram os alunos e outros elementos da comunidade educativa que pela biblioteca passaram e, ato contínuo, tiveram a oportunidade de conhecer objetos, ferramentas, instrumentos tão típicos do labor científico e da pesquisa. A acompanhar, notas explicativas sobre cada uma das ferramentas do trabalho científico, mas também sobre experiências simples.

No Dia da Filosofia (2017)

A 16 de novembro evocamos o Dia Mundial da Filosofia.
Filosofia, sempre!
...
O Dia Mundial da Filosofia foi instituído pela UNESCO em 2002, com o objetivo de assinalar, em todo o mundo, a necessidade da reflexão filosófica. Esta evocação mundial ocorre, por proposta da UNESCO, na terceira quinta-feira do mês de novembro.
A reflexão filosófica deve estar na ordem do dia de todos e de cada um, sublinhando-se o facto de que a mesma não é, de forma alguma, algo que se dilui ou se perde em abstrações desligadas do real, mas sim que se imbrica na realidade quotidiana. A reflexão filosófica, mais do que as elucubrações que alguns nos querem fazer passar por pensamento, é justamente uma via que nos possibilita pensar para agir, pensar para tornar mais rica a nossa convivência social, pensar para pôr em causa tudo o que dê nota de pensamento único, porque a filosofia é plural e jamais se arroga “senhora da verdade”.

A Biblioteca Escolar da ESAF assinala a importância desta jornada.

31 de outubro de 2017

À conversa com João Tordo na BESAF

E foi mesmo um grato prazer termos recebido hoje, pela manhã, na sala de leitura da biblioteca da ESAF, o escritor/romancista João Tordo.
Prémio Saramago (2009), autor de mais de uma dezena de livros de elevada qualidade literária, com uma voz e um fio narrativo muito especiais na literatura portuguesa contemporânea, reconhecido cá como no estrangeiro, onde tem vários dos seus livros traduzidos, João Tordo falou hoje para uma audiência atenta de alunos do Ens. Secundário, com apresentação e moderação a cargo do jornalista e poeta Alberto Serra. Falou de alguns dos seus livros, das personagens e do processo de escrita; não esqueceu a referência a autores da literatura universal de que gosta em particular; ouviu a leitura (pela prof. Marieta) de um excerto de um dos seus livros (O Ano Sabático), também a leitura de um dos seus textos (por um aluno do 11.º ano, Pedro Dias); respondeu a questões do moderador e de alguns elementos do público. No final, a forte sensação de que estivemos na companhia de um artífice de narrativas complexas, que agarram os leitores sem os manipular, na companhia de um escritor que se mostra como é: simples e genuíno.

É sempre gratificante e de uma valia incontornável receber neste espaço um escritor e, na sua companhia, criar-se uma atmosfera propícia não apenas à leitura das suas obras, mas também à leitura em geral.
Um escritor na biblioteca, nesta como noutras, é sempre um acontecimento a registar, pois desde logo estamos num território onde o incentivo à leitura é um dos nossos grandes desideratos, e é sempre tão profícuo falar com aqueles que tecem com palavras e mestria de enredo histórias que nos fazem pensar, lugares e sem-lugares, temporalidades, personagens com quem empatizamos ou não, mundos outros que tanto dizem sobre quem somos. Afinal: dessa matéria com que se tece a literatura.
Obrigado, João Tordo, pelos momentos de partilha!

Halloween com leitura

Estranhas criaturas noctívagas parecem ter tomado de assalto certos recantos da biblioteca. Também há gatos pretos, enigmáticos, misteriosamente alerta por entre estantes, prateleiras, livros....
Já se nota o espírito de Halloween. E logo, logo à entrada da biblioteca, no escaparate das sugestões de leitura, pontuam alguns clássicos (mas não só) da literatura fantástica e de terror: Mary Shelley e o seu Frankenstein, com certeza; Washington Irving e uma certa Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (extraordinário); Edgar A. Poe, aterrorizando-nos com os Crimes da Rua da Morgue e outras histórias; H. P. Lovecraft para não te deixar "pregar olho"; também Jorge Luís Borges, numa das suas incursões no domínio da literatura fantástica; ainda Neil Gaiman, Paul Jennings, ou David Almond a perguntar: Que monstros fabricamos? ... entre outros autores, sem esquecer um livro mais recente de um tal Magnus Myst, cujo título nada é menos do que maléfico...
Livros que assustam, assustam a valer...
livros que vais gostar de ler!
Mas cuidado com os pesadelos! :)


29 de outubro de 2017

No aniversário da ES Alcaides de Faria: 60 anos.

Não podíamos deixar de lembrar e evocar os 60 anos de vida da instituição educativa a que esta biblioteca escolar pertence. 
Parabéns! Escola Secundária Alcaides de Faria.
Pelos teus 60 anos de história!
Tudo começou com a implementação, em Barcelos, da Escola Industrial e Comercial.
Há precisamente seis décadas, numa 3.ª feira (29.out.1957), num dia outonal e solar (rezam as crónicas), era inaugurada a Escola Industrial e Comercial de Barcelos (EICB), instituição de ensino que está indelevelmente inscrita na certidão de nascimento daquela que é hoje a Escola Secundária Alcaides de Faria (ESAF). A antiga EIC de Barcelos, cuja criação oficial está exarada no Decreto n.º 41 258 do Diário do Governo, 1.ª Série, de 10 de Setembro de 1957, foi inaugurada pelas autoridades locais naquele dia 29 de outubro de 1957, tendo como convidado de honra governamental o Subsecretário de Estado da Educação Baltazar Rebelo de Sousa.
Passaram-se décadas, formaram-se gerações de homens e mulheres, e hoje, a atual ESAF (sede do Agrupamento Alcaides de Faria), num outro local desde 1975, que não o do edifício que serviu de espaço à EIC, mantém no seu projeto e oferta educativa a marca genética daquela que foi a sua origem, basta atentarmos em alguns dos seus cursos ou no conjunto de oficinas de mecânica e eletrónica.
Evocar esta data não é apenas relembrar o dia, mas também lançar um olhar sobre as décadas de história desta instituição, evocar os milhares de alunos que por esta escola passaram e cresceram, sem esquecer os professores e pessoal não docente que para ela contribuíram.


[Uma nota importante: a fonte de alguns dos dados que aqui utilizamos é obra de um colega professor e investigador local, Fernando Miranda, que há uma década (2007), aquando do cinquentenário da escola, registou para a posteridade cinquenta anos de história no livro (que pode ser consultado na Biblioteca Escolar da ESAF): “1957 – 2007, 50 anos, Escola Industrial e Comercial de Barcelos / Escola Secundária Alcaides de Faria”. Um bem-haja por esse grande contributo para a preservação da memória.]

26 de outubro de 2017

A azáfama dos "bibliopapers" na biblioteca da ESAF

[imagens captadas hoje na sala de leitura da biblioteca da ESAF]
A realização de "bibliopapers", que envolvem muitos alunos e turmas, tem sido, desde há anos, uma das marcas da nossa biblioteca, sobretudo no decurso das iniciativas do mês de outubro - mês das bibliotecas -, mas que se prolonga também por novembro. 
Desta feita, voltamos a dar sequência a estes momentos de algum frenesi e de adrenalina também, com alunos a correr de lado para lado, sem atropelos mas cheios de entusiasmo, das estantes aos computadores (e destes às mesas de trabalho), à procura de dados que lhes permitam dar resposta proficiente a uma mão cheia de desafios sobre como navegar no espaço da biblioteca em busca de livros e autores, informação e conhecimento, no mais curto espaço de tempo. A capacidade de pesquisa e processamento de informação variada é, pois, posta à prova, depois das sessões de formação de utilizadores ("À descoberta da Biblioteca") realizadas nas últimas semanas. 
Tempo de ação, pois no final, para o grupo vencedor, haverá sempre uma surpresa!



25 de outubro de 2017

Onda Rosa 2017

A "Onda Rosa", onda de sensibilização para a deteção e prevenção do cancro da mama, iniciativa lançada pelo Departamento de Educação para a Saúde da Liga Portuguesa Contra o Cancro, tem mobilizado muitos dos agentes da E.S. Alcaides de Faria, alunos, professores e outros profissionais. Gestos marcados pela criatividade, quer na criação de expositores e decoração alusiva, quer nas ações de alunos junto dos seus pares, materializam-se em vários espaços da escola, num alerta para um tema que merece a acuidade de todos e de cada um.
Atravessamos diferentes espaços da escola e não ficamos indiferentes, mesmo aqueles a quem porventura tenha até agora escapado o eco desta onda sensibilizadora. A biblioteca escolar também se coloriu de rosa e teve a honra de receber hoje, graças a vários alunos e a uma mão cheia de professoras ligadas às disciplinas/áreas de ESC, Artes Visuais, Educação Especial e Educação para a Saúde, simbólicas alusões a uma realidade a que ninguém pode ficar indiferente.

23 de outubro de 2017

Dia das Bibliotecas Escolares 2017

Quem nos segue sabe que, no nosso entender, todos os dias são dias de biblioteca escolar, mas há dias especiais e o de hoje é um deles - dia nacional das bibliotecas escolares. O tema escolhido para nortear a evocação destes espaços de literacia no seio da escola foi, este ano, ligar culturas e comunidades - o lema que presidiu à realização da sessão de hoje.
Assim, na sala de leitura da biblioteca da ES Alcaides de Faria disseram-se textos, contos e poemas, de diversas geografias e tempos, diversas culturas, da Europa à Oceania, passando pela América, África e Ásia, ao som da música e belo canto. 
Saboreamos as palavras de autores de vários cantos do mundo, ouvimos o sotaque de Angola e do Brasil, seguimos no encalço da literatura russa e chegamos aos confins da Ásia, escutando, em Mandarim, breves e meditativos poemas (reditos em português) de Li Bai.
Inclusivos num mundo global, inclusivos na escola onde, da parte da Educação Especial, fomos prendados com uma mão cheia de poemas ditos por alunos, e ainda pelas docentes que os prepararam.
Não cabe neste espaço particularizar os nomes daqueles que direta e indiretamente com a biblioteca colaboraram na evocação deste dia, longa seria a lista, por isso, aqui vai um abraço de gratidão para todos eles, sem que nenhum fique de fora, porque todos e cada um aqui marcaram presença: dizendo sim à biblioteca e ao papel que ela representa.



12 de outubro de 2017

Sugestão de leitura [prémio nobel da literatura 2017]

"O gigante enterrado" é um dos mais recentes livros (por cá publicados) do Nobel da Literatura deste ano: Kazuo Ishiguro, escritor britânico, de origem japonesa, nascido em Nagasaki. Esta obra, que faz parte do nosso fundo documental, e que já havia sido requisitada por alguns dos leitores, volta agora ao escaparate das sugestões de leitura. Para os que não conhecem e querem descobrir um pouco da obra deste autor de escrita refinada e ambientes de emoção, sentimento e valores, eis a sinopse da contracapa... um acicate à leitura.
"Tudo se passa há muitos, muitos anos, num local de fronteiras muito diferentes das actuais e marcado por grandes extensões de solo árido. Num sítio assim, nesse tempo longínquo, vivia um casal de idosos, Axl e Beatrice, que um dia decidiu ter chegado a hora de procurar o filho que há muito não via e do qual pouco se recordava. Previsivelmente, a viagem traria perigos. Mas aquela proporcionou muito mais do que isso.
Uma amnésia colectiva parecia ter-se instalado naquela zona, como uma névoa que descera à terra para fazer esquecer, em parte, o passado. Mas a viagem de Axl e Beatrice revela-se um regresso à lembrança. E esta nem sempre deixa um rasto feliz.
Nesta história sobre memórias perdidas, amor, vingança e guerra, há espaço para o sonho e a dura realidade, cavaleiros do rei Artur e monges, ogres e dragões. (...)"
O resto fica para ti, leitor, que, na ânsia de saberes o que esta história te reserva, talvez a "cavalgues" ao sabor das palavras e das muitas peripécias.

Boas leituras!

Ligando comunidades e culturas [em cartaz]

Aí está o cartaz da Biblioteca da Escola Secundária Alcaides de Faria (Barcelos), evocando o mote deste ano para o mês das bibliotecas - "Ligando comunidades e culturas". A ilustração que lhe dá corpo é obra da aluna Madalena Mota que, para os que habitualmente nos seguem ou diariamente lidam connosco, é bem conhecida pelas criações com que nos tem presenteado. Desta feita, apreendeu o mundo, e a biblioteca como espelho desse mundo, com o singelo olhar de quem nele vê toda uma teia de relações e de como entre palavras, textos, livros e outros recursos, se edificam pontes entre nós e os outros, entre culturas e modos de vida, para assim nos darmos conta de que a educação e a cultura podem bem ser (são) o substrato que nos liga a todos na construção de uma grande casa comum - a Humanidade.

Sim, as bibliotecas aproximam-nos: ligam pessoas, ligam culturas, comunidades.

2 de outubro de 2017

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

Já estamos no mês internacional de celebração das bibliotecas escolares - Outubro. O tema deste ano cruza-se com ligações, conexões entre comunidades e culturas. As bibliotecas aproximam-nos: ligam pessoas, ligam culturas, comunidades.

Fonte da imagem: RBE (Rede de Bibliotecas Escolares)

28 de setembro de 2017

Cápsula do tempo


E naquele velho livro de Camilo Castelo Branco, folhas amarelecidas pelo tempo, que suscitara dúvidas (assistentes operacionais atentas) quanto à grafia do título... uma descoberta acidental (de certo modo, gratificante)! Ali, entre páginas há muito quietas, quando agora folheadas, eis que chega até nós (neste setembro de 2017) não apenas a memória de antigos empréstimos domiciliários, nem tampouco dos leitores que outrora seguiram a trama das novelas de Camilo (hoje tão esquecido) ou se deliciaram com o seu estilo, mas também, ali, em letra de forma e em bom estado, um talão de empréstimo domiciliário dos anos de 70 do século passado. E com ele a memória de um tempo de décadas que (queremos querer) talvez ainda defina aquilo que somos hoje. O tempo da antiga Escola Industrial e Comercial de Barcelos. A génese daquela que seria, mais tarde, Escola Sec. de Arcozelo, depois Escola Secundária Alcaides de Faria, e hoje, com o mesmo nome, é sede do Agrupamento de Escolas Alcaides de Faria. Sim, nesse outro tempo, outras gerações, a biblioteca lá estava, não sob o mesmo paradigma dos dias que correm, mas estava, e os seus ecos chegam até nós, assim: inesperadamente!
Pode um livro ser uma verdadeira cápsula do tempo? 
(a pergunta pode até parecer retórica, porque um livro é uma cápsula de tempo, mas faz contudo lembrar que nas páginas de um livro, pedaços de história, paisagens, arquitecturas, objectos, sentimentos, enredos, relatos de batalhas, amores, estórias de vida, notas de rodapé, até mesmo um velho talão de empréstimo... podem coexistir.)

Ei-lo